Preciso falar de Rosana! Massoterapeuta.
- Renata Alvarenga

- 15 de jun. de 2020
- 2 min de leitura
Atualizado: 23 de jun. de 2020
Há tempos acompanhava de longe o trabalho incrível da Massoterapeuta Rosana Ades.
Formada na área de comunicação, estudou técnicas de massagem terapêutica e iniciou seu trabalho na área da saúde como palhacinha junto ao projeto voluntário Arco Íris . Especializou-se em massagem terapêutica para pacientes com câncer em Portland(Oregon) com a massoterapeuta Gayle MacDonald. Voltou para o Brasil com o projeto de iniciar massagem terapêutica em hospitais no Brasil. Parece Loucura, não é mesmo? Massagem dentro de hospital? Infelizmente a massagem no Brasil é cercada por preconceitos por pura falta de conhecimento! Acreditam que toda massagem são aquelas com movimentos vigorosos ou voltado a sensualidade.
E não é que ela conseguiu! Em 2004 Rosana iniciou o programa Mãos que Cuidam no Instituto de Infectologia Emílio Ribas em São Paulo. Foram atendidos de maneira voluntária muitos pacientes e funcionários. Este programa continua nos dias de hoje levando o toque terapêutico de conforto a muitos pacientes ali internados. Como não admirá-la? O que ela proporciona aos pacientes não é apenas alívio da dor física, mas alívio da dor emocional! Ela leva amor, compaixão, empatia! Ela se capacitou, estudou e batalhou muito para a construção deste projeto! Minhas inspiração, referência e admiração.
Na vivência com minha Mãe em ambiente hospitalar, ficava imaginando que talvez eu pudesse proporcionar aos pacientes o mesmo amor que Rosana proporcionava em SP. Como me aproximaria dela? Deve ser muito ocupada! Não vai responder minha mensagem!
Em uma de suas publicações algo que me deu esperança: Curso de massagem hospitalar e ainda ministrado por ela! Não podia perder esta oportunidade!Ela iria passar todo seu conhecimento e experiência. Seria um momento único! Ao mesmo tempo olhava para o lado e minha mãe em toda sua vulnerabilidade.O que fazer? O curso seria em fevereiro. Eu já não estava fazendo planos a longo prazo. O meu único plano era estar ao lado da minha mãe! Mesmo com toda esta incerteza, me inscrevi!
Confesso que por um tempo me esqueci sobre a inscrição que havia feito, pois a única coisa que eu pensava era em minha mãe! Após 1 mês e 2 dias do falecimento de minha mãe iniciaria o meu tão esperado curso. O que fazer? Estava preparada para enfrentar novamente o ambiente hospitalar, médicos e enfermeiros? Como seria reviver tudo isso? Estava tão próximo de conhecer Rosana! O que fazer? Ir e enfrentar meus medos, ou dar um tempo para viver meu luto?
No próximo post te contarei qual foi minha decisão!
Gratidão!
Renata Alvarenga





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